Sonidos y silencios. O sitio, o autor e a sua obra

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O sitio, o autor e a sua obra

 

Sobre Sonidos y silencios | O autor | Contato | Tierra sin tiempo | Sonidos de una tierra sin tiempo | (Re)construção de instrumentos musicais | :Livros, artigos e cursos | Atividades educacionais | Wayrachaki editora | Copyright

 

Sobre Sonidos y silencios

O site Sonidos y silencios ("Sons e silêncios"), mantido por Edgardo Civallero, é herdeiro dos blogs Bitácora de un músico e Un Sur de sonidos, que estiveram ativos entre 2009 e 2020 e apresentaram produtos semelhantes aos encontrados neste espaço, além da já extinta revista digital e bilíngüe sobre música e cultura andina Tierra de vientos.

Sonidos y silencios é um espaço de pesquisa, produção acadêmica e divulgação. Se concentra nas culturas sonoras tradicionais, especialmente em seus instrumentos musicais, e na relação deste enorme e variado patrimônio com a memória, a identidade e as disciplinas de gestão do conhecimento (biblioteconomia, ciências de arquivos e estudos de museus). Dada a formação e experiência profissional do autor, o trabalho é abordado principalmente a partir da perspectiva destas últimas.

O site apresenta as iniciativas acadêmicas do autor (por exemplo o projeto Tierra sin tiempo, baseado em sua obra El patrimonio en la cama de Procrustes), suas atividades educacionais e de divulgação (incluindo o projeto Sonidos de una tierra sin tiempo), suas publicações (livros e artigos), e uma série de breves entradas de blog semanais.

Também inclui a proposta editorial Wayrachaki editora, que busca disseminar conhecimentos, histórias e memórias tradicionais em formato digital e acesso aberto.



O autor

Meu nome é Edgardo Civallero (Buenos Aires, Argentina, 1973). Sou bibliotecário e músico, construo instrumentos musicais, e trabalho como pesquisador, educador e escritor. Estou interessado nos sons e silêncios do mundo, e nas muitas histórias que eles contam, e sinto uma inclinação especial para a relação desta herança sonora com a memória e a identidade.

Sou formado em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Nacional de Córdoba (Argentina), onde também estudei História (Arqueologia e Antropologia). Tenho também uma especialização em Epistemologias do Sul (CLACSO). Após anos de trabalho de campo, especializei-me na coleta e gestão da tradição oral e da música, bem como na gestão do conhecimento tradicional e nos serviços de biblioteca e arquivo para os povos indígenas.

No campo da música, sou multi-instrumentista desde 1990. Minhas atividades musicais vão de mãos dadas com a pesquisa, o treinamento e a divulgação de conhecimentos. Meus projetos educacionais vão nessa direção: uma série de atividades culturais e de treinamento sobre o patrimônio cultural, especialmente o tradicional. Além disso, tenho uma série de publicações sobre instrumentos musicais em formato digital e de livre acesso.

Atualmente vivo na Colômbia, onde continuo pesquisando, compartilhando os meus resultados, aprendendo e ensinando, compondo e tocando música, construindo e tocando instrumentos musicais, explorando outros horizontes sonoros, e participando de novos projetos. Entre estes últimos está Tierra sin tiempo, que recupera e coloca em diálogo documentos e artefatos de bibliotecas, arquivos e museus relacionados com práticas musicais (e os necessários silêncios) e procura revitalizar memórias e criar novas idéias sonoras.



Contato

Posso ser contatado através de meu e-mail pessoal, edgardocivallero (@) gmail (.) com, ou através de minhas redes sociais (barra de navegação abaixo).



Tierra sin tiempo

Tierra sin tiempo ("Terra sem tempo") é um projeto de pesquisa-ação e humanidades digitais, baseado em meu trabalho Patrimonio en la cama de Procrustes (Bogotá, 2021).

O projeto parte de uma ideia básica: compreender o chamado "patrimônio (in)tangível" como uma espécie de "terra sem tempo" onde se acumulam muitas e diferentes coleções, com diferentes raízes, percursos históricos, horizontes e formatos; coleções das quais se alimentam as experiências, propostas e ideias culturais e identitárias atuais. A ideia é alimentada por posições tradicionais, indígenas e camponesas sobre patrimônio e memória, identificadas globalmente e em diferentes momentos da história humana.

A partir desse ponto de partida, Tierra sin tiempo analisa o papel que as disciplinas e instituições de gestão do conhecimento e da memória (bibliotecas, arquivos, museus) têm desempenhado na fragmentação, descontextualização e isolamento do património; as razões para esta fragmentação e suas consequências; os mecanismos potenciais de reconstrução e ressignificação do patrimônio cultural original; e o uso dessa "terra sem tempo" para a geração de novas propostas.

Este é um trabalho teórico com aplicações práticas. Estas últimas incluem o projeto Sonidos de una tierra sin tiempo ("Sons de uma terra sem tempo", ver abaixo), que trabalha especificamente com patrimônio sonoro.



Sonidos de una tierra sin tiempo

Sonidos de una tierra sin tiempo ("Sons de uma terra sem tempo") é uma atividade cultural baseada nas ideias desenvolvidas no âmbito do projeto de investigação e reflexão Tierra sin tiempo ("Terra sem tempo", ver acima).

Trata-se de um conjunto de concertos educativos que, partindo da ideia do património (in)tangível (e, especificamente, do património sonoro tradicional) como uma espécie de “terra sem tempo” comum, mostra, em apresentações curtas, o resultado de um diálogo entre milhares de artefatos de museu, instrumentos recriados ou inventados, documentos de arquivo originais em todos os formatos, textos de biblioteca e registros de tradição oral rural e urbana.

Tudo isso, em torno dos instrumentos musicais, suas histórias, suas identidades, seus contextos, suas vozes, seus silêncios e suas relações com outros espaços.



(Re)construção de instrumentos musicais

O trabalho de divulgação desenvolvido durante anos em Sonidos y silencios e seus antecessores, juntamente com o projeto Tierra sin tiempo e, acima de tudo, o de Sonidos de una tierra sin tiempo, me levou a entrar em contato com uma grande quantidade de informações relacionadas aos instrumentos musicais tradicionais. Começar a construir instrumentos de museu, (re)construir artefatos sonoros arqueológicos e etnográficos e inovar, criando novos elementos, foi apenas uma questão de tempo para mim.

Utilizo os instrumentos (re)construídos (juntamente com outros adquiridos através de vários canais) nas minhas atividades pedagógicas e, sobretudo, nos concertos de Sonidos de una tierra sin tiempo.

Cada um deles é apenas a ponta de uma enorme meada que inclui muitas informações e muitas memórias relacionadas às suas histórias, contextos, sociedades, naturezas, técnicas de construção, tradições, territórios, falas e mitos.



Livros, artigos e cursos

Publico e distribuo livros, artigos e cursos digitais de acesso aberto, en espanhol e inglês, sobre instrumentos musicais tradicionais, especialmente (mas não exclusivamente) da América Latina. Essas publicações visam divulgar conhecimentos de nível básico sobre heranças culturais não conhecidas.

Todos os documentos são publicados em formato digital (.pdf) e exibem pesquisas bibliográficas originais sobre organologia e etnomusicologia. Os textos são distribuídos sob uma licença internacional Creative Commons by-nc-nd 4.0 e podem ser lidos / baixados aqui e em ResearchGate, Acta Académica, Issuu, Scribd, Academia.edu e Calameo.



Atividades educacionais

As atividades educacionais que eu realizo incluem concertos didáticos e exposições, conferências, cursos, oficinas e seminários, sobre instrumentos e expressões musicais e seu contexto cultural, sobre tradição oral e coleta e administração de sons em geral.


A. Concertos didáticos e exposições

Destinados a diferentes públicos com diferentes cronogramas e estruturas. Abrangem uma ampla gama de questões relacionadas aos instrumentos musicais do mundo: de introduções gerais a famílias instrumentais (aerofones, cordofones, membranofones, idiofones) a descrições organizadas por região geográfica / país, grupos étnicos / sociedades, gêneros musicais e períodos históricos. Todos os concertos incluem a exibição e demonstração de instrumentos, fragmentos da tradição oral e conteúdos baseados em fontes acadêmicas sólidas e na pesquisa do próprio autor.

Exemplos (da América do Sul): Instrumentos indígenas das terras altas / baixas da América do Sul | Instrumentos mestiços / crioulos da América do Sul | Instrumentos dos Andes | Instrumentos de sopro / cordas / percussão tradicionais da América do Sul | Flautas Sul-americanas | Trombetas naturais sul-americanas | Clarinetes sul-americanos | Arcos / cordofones musicais sul-americanos | Instrumentos de percussão sul-americanos | Os sons do Gran Chaco / da Patagonia / da Orinoquia | Instrumentos musicais e tradições dos Quechua / Aymara / Mapuche.


B. Conferências

Destinadas a diferentes públicos com diferentes cronogramas e estruturas. Estes eventos são similares em conteúdo aos concertos didáticos, mas com uma abordagem mais teórica, substituindo a exibição e demonstração de instrumentos por material audiovisual e multimídia relevante.

Exemplos (da América do Sul): Instrumentos musicais (charangos e sirenes, as bandas de sikuris...) | Ritmos e estilos musicais (chirimía colombiana, música gaúcha...) | Música tradicional (dos Guaraní, da Serra Nevada...) | Tradição oral e cultura sonora (na Patagônia, nos Andes...) | Danças e vestimentas (no planalto central do Peru, na costa argentina...) | Festas, cerimônias e festivais (nas terras baixas, no Titicaca...) | Costumes, mitos e lendas (afro-bolivianos, no baixo Amazonas...).


C. Cursos e oficinas

Destinadas a diferentes públicos com diferentes cronogramas e estruturas. Eventos práticos que cobrem a construção (apenas em alguns casos) e a apresentação de instrumentos musicais. As atividades são especialmente focadas em aerofones e idiofones e no desempenho em conjuntos, embora também aborde muitos outros estilos e instrumentos musicais.

Exemplos (da América do Sul): Construção de instrumentos simples (sikus, quenas, arcos) | Interpretação de instrumentos solistas (quena, pinkillo, siku, rondador, tarka, mohoseño, bombo legüero, charango...) | Interpretação em grupos tradicionais (sikuris, tropas de flautas verticais, quarteto folclórico argentino, flautas colombianas...) | Interpretação de ritmos e estilos (por regiões, países, grupos étnicos, festividades...).


D. Seminários

Destinados a diferentes públicos com diferentes cronogramas e estruturas. Conteúdo semelhante aos cursos e oficinas, mas principalmente eventos teóricos em que são entregados conteúdos especializados.

Exemplos: Instrumentos musicais (por família, por região, por povo) | Ritmos e estilos musicais (por país, por região, por povo) | Música tradicional (por país, por região, por povo) | Tradição oral e cultura sonora | Danças (coreografias, estilos) e roupas (por região) | Festas, cerimônias e festivais (por período, por povo) | Costumes, mitos e lendas (por região, por povo) | Coleção de tradição oral (metodologia e prática) | Gestão da tradição oral e sonora (metodologia e prática) | Metodologia da pesquisa musicológica | Organologia de campo (metodologia e prática).



Wayrachaki editora

Wayrachaki editora foi uma iniciativa nascida em 2007 em Córdoba (Argentina), quando ainda não eram conhecidas editoras independentes dedicadas a conteúdos exclusivamente digitais e de acesso aberto. Por meio dela, o autor (e editor) publicou seu trabalho em bibliotecas em sociedades indígenas (em espanhol).

Retomada hoje com o mesmo espírito com que nasceu (livros digitais a serem distribuídos sob licença de acesso aberto), Wayrachaki editora tem como foco a divulgação de conteúdos relacionados às memórias e conhecimentos tradicionais, em especial aqueles indígenas e latino-americanos. Até o momento, livros sobre instrumentos musicais tradicionais da América Latina foram publicados por la editora (em espanhol), mas está aberta a outros autores e outros temas, sempre relacionados ao seu tema central.

Pessoas interessadas na publicação de livros digitais e serviços de design fornecidos por Wayrachaki editora podem entrar em contato diretamente com o editor (consulte o e-mail acima).

Wayrachaki é uma palavra quíchua que significa literalmente "pés do vento", ou seja, "andarilho".



Copyright

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